segunda-feira, 31 de março de 2014

Trabalho em equipe estimula a produtividade


Parece que fica sempre muito complicado vencer as resistências, que incluem desmotivação, falta de liderança, rotinas, desconfiança e sistematização de normas que restringem a criatividade.

A comunicação deficiente e ineficaz costuma ser o maior e mais forte dos impedimentos. Os estilos pessoais e modelos mentais diversos criam, algumas vezes, impedimentos para os bons resultados esperados pela equipe. Quando não acontece a boa comunicação, as potencialidades de cada um são empobrecidas.

Com um olhar especial, essa diversidade pode ser o que garante à equipe uma visão mais rica e eficaz. É nessa diversidade que as equipes se enriquecem. Um bom líder sabe observar as diferenças e utilizar as visões para fortalecer o potencial do time. Ele utiliza cada parte em benefício do todo.

Dentro de uma equipe, alguns gostam de ler, pesquisar; outros têm muitas ideias; outros preferem ir diretamente à ação; alguns planejam antes de agir enquanto outros se divertem com a experimentação. Há aqueles que dirigem trabalhos enquanto outros otimizam dados, cuidando de resumos. Alguns odeiam ficar em longas conversas enquanto os colegas preferem compartilhar sua forma de pensar.

Nas empresas, as áreas competentes podem produzir os resultados necessários para complementar um projeto ou lançar um produto. Uma boa equipe trabalha com respeito mútuo, cooperação, confiança, compartilhamento, disposição e boa vontade, além de flexibilidade.

O sucesso de uma equipe depende de metas claras e de liderança para criar motivação. Isso é o que distingue uma equipe de simplesmente um grupo. Trabalhar em equipe é o meio mais adequado para que se possa obter resultados mais ricos. Mentes unidas em direção a uma solução geram produção de ideias que uma só pessoa em sua área, ainda que com muito conhecimento, nem sempre consegue desenvolver e executar sem ajuda.

As equipes, quando bem organizadas, dividem tarefas: cada pessoa executa parte do processo e informa a todos por onde caminham. Alinhada, a equipe não desperdiça energia. Estabelece missão, propósito, garante sinergia e ações coerentes. A visão compartilhada permite que cada qual mantenha sua própria visão sem que haja prejuízo dos interesses pessoais e os esforços se complementam.

Em uma organização, reuniões aonde muitas ideias são lançadas sem uma meta comum podem durar horas e, apesar de se contar com excelentes elementos, cada um conta sua "verdade" particular. A manutenção do foco e do propósito garante o trabalho em equipe.

Preconceitos, estrelismos, falta de domínio pessoal e gerencias centralizadoras são inimigos da formação e desenvolvimento das equipes. Bons exemplos disso são os times esportivos em que posições definidas se complementam e agregam valor à equipe, ao mesmo tempo em que os talentos individuais continuam prevalentes. Há uma linha comum e a integração acontece, permitindo destaques ao longo do processo, tendo a harmonia garantida.

terça-feira, 25 de março de 2014

O que as empresas esperam de um bom candidato?



Um bom currículo é capaz de atrair as melhores ofertas de emprego e garantir uma boa contratação. No entanto, fatores, como comportamento, relacionamento interpessoal, cultura geral, entre outros são determinantes para que o profissional possa manter-se no posto conquistado. Especialistas apontam a postura adequada no ambiente profissional e questões que garantem a sustentabilidade do emprego.  
 
As empresas não contratam mais funcionários pelo seu diploma e sim, pelo pacote completo: hobbies, interesses pessoais, estilo de vida, etc. Por isso, a postura no ambiente corporativo e o aprimoramento pessoal constante são fatores que devem ser observados por aqueles que desejam ingressar no mercado de trabalho.

Uma cultura bastante difundida nos EUA e que não vemos por aqui é o fato de os candidatos a uma vaga colocarem em seus currículos, informações, como interesses pessoais, ativismo social, atuação ou preferência por determinado time de futebol. As pessoas julgam equivocadamente que este tipo de informação não interessa aos contratadores, mas eles vão pesquisar o perfil dos candidatos em suas redes socias para se informar sobre os gostos, os posicionamentos, as preferências e comportamentos daqueles que pretendem ingressar naquela instituição. A experiência de vida é muito importante e conta bastante.

Duas coisas são importantes no que se refere à sustentabilidade do emprego são o bom senso no comportamento e no trato com colegas (sejam subordinados, superiores, etc.) e uma boa cultura geral. "O grande problema com relação ao bom senso é o ‘desconfiômetro’, pois pessoas nunca sentem a falta dele (o bom senso). Como diz o pensador Mark Twain, a pessoa que é rica, pode achar que poderia ganhar ainda mais dinheiro, a que tem saúde, pode achar que poderia ser ainda mais saudável, no entanto, as pessoas nunca acham que está lhes faltando o bom senso. Abrir o leque e expô-los a todo o tipo de experiência, este é o diferencial que os profissionais precisam experimentar ao longo de sua formação.

Mais Competências

As empresas buscam profissionais que, além da formação técnica, tenham a preocupação de agregar valores humanos, éticos e que o tornem capazes de solucionar problemas atuais das organizações. Com os avanços tecnológicos, as futuras profissões deverão valorizar a constante atualização profissional, a iniciativa, o trabalho em grupo e a atuação rápida a partir do pensamento analítico. Profissionais com boa formação técnica, mas que não contribuem para o bom relacionamento da equipe, que gerem sensação de mal-estar no ambiente do trabalho e que afetem a produtividade e motivação dos companheiros, são dispensáveis às empresas.

Espera-se que o profissional tenha uma mente empreendedora, criatividade, que seja capaz de trabalhar em equipe, que esteja preocupado com a sua formação permanente, que respeite os seus pares, superiores e subordinados e que seja ético e responsável pelo resultado de seu trabalho. São coisas do passado trabalhar por obrigação, aposentar-se na empresa, conhecer apenas o que se faz, ter somente a visão técnica, ter segurança e estabilidade no emprego.

sexta-feira, 21 de março de 2014

O mercado de trabalho e a sociedade atual


O trabalho existe desde a antiguidade onde as pessoas trabalhavam para sobreviver, a necessidade de comer, de ter onde dormir era o que determinava a necessidade de trabalhar. Hoje em dia graças a evolução humana e tecnológica, as características do trabalho mudou,assim como a visão do empregador e as chances de quem está a procura de um trabalho.

As pessoas atualmente têm melhores e maiores chances de encontrar um bom trabalho, diferentemente de antigamente onde não existiam muitas opções. Hoje temos um mercado de trabalho altamente competitivo e que busca não somente por um funcionário e sim por pessoas que estejam realmente dispostas a aprender,a crescer e a se qualificar.

A sociedade atual busca por pessoas pró-ativas, que tenham boa vontade, disponibilidade e queiram de fato um bom trabalho. Os funcionários que se sobressaem hoje no mercado de trabalho são aqueles que querem trabalhar e não apenas aqueles que precisam,quem somente precisa estaciona. Pará no tempo, se contenta com aquilo o qual lhe é imposto e nada mais.

Quem quer trabalhar surpreende, aprende sempre, se prontifica, se torna melhor a cada dia. O trabalho dignifica o homem e é essencial para o bom funcionamento da sociedade,pois é ele quem influencia diretamente os processos de mudanças e evolução da sociedade atual.

O conceito, a classificação e o valor atribuído ao trabalho são e sempre serão meras questões culturais, por exemplo: Uma empresa de sucesso, não é aquela que produz mais ou possui uma melhor localização. Mas sim aquela que incentiva, investe no funcionário. Funcionários bons, são funcionários motivados, valorizados não somente como uma força bruta e sim humanamente falando.

A sociedade atual busca não somente por uma melhora na qualificação de mão de obra, mas por parcerias que acrescentem, por pessoas com boas idéias, que saibam ouvir e não somente mandar, por uma melhora no convívio social e no trato que temos com relação às pessoas ao nosso redor.

O mundo precisa de pessoas que entendam de gente e de sentimentos e não somente de teorias, teorias permeiam o hoje, mas uma pessoa motivada é o futuro do nosso amanhã. Um bom trabalho é aquele o qual desempenhamos com prazer,é preciso gostar do que se faz, para só assim um dia saber fazer e crescer.

A tendência do mercado de trabalho não é somente a terceirização de setores, mas também a busca por funcionários que sejam comprometidos e multifuncionais aumentou muito. O que tem dado o que falar, porém a questão maior é em meio a tantas mudanças, progresso e tecnologia, porque ainda sim muitas pessoas insistem em não se aperfeiçoar?

Sendo que existem meios os quais são pagos e outros não, a acessibilidade, assim como a oportunidade está ai para todos, mas será que todos de fato buscam por ela? O emprego que as pessoas procuram não existe mais, não tem como ganhar bem, sem que façamos esforço.

O mérito das pessoas está diretamente ligado a mão de obra e a força a qual se despende para que consigamos evoluir profissionalmente, não existe e nunca existirão pessoas de sucesso que tenham pouco ou quase nada trabalhado. O crescimento profissional é um trabalho de formiguinha, onde pacientemente se acrescenta algo ao seu conhecimento e função.

Um novo período da história está se esboçando, é o período os quais as pessoas têm que ir a “Luta”, batalhar pelo melhor e dar de si o seu melhor. É importante que não somente o mercado de trabalho, mas também a sociedade atual estejam interligados afim de que juntos possam melhorar o funcionamento humano, criar novas estruturas e ser fator determinante no quesito melhoramento da sociedade atual, para que aqueles que estão por vir estejam cientes de que o mercado de trabalho é competitivo sim, mas é preciso antes saber onde se quer chegar, para só assim chegar bem.

É a vontade que diferencia o ser humano e não o que ele possui e quando se tem vontade, as coisas passam acontecer na medida em que acreditamos e apostamos nelas.

quarta-feira, 19 de março de 2014

Os pilares da confiança no trabalho e como construí-los


A confiança é um dos princípios fundamentais da construção de relacionamentos. Ela, contudo, não acontece de um dia para outro, exige o que a pessoa tem de melhor, se desenvolvendo aos poucos. Ela precisa ser conquistada com nossas ações e comportamentos.

Assim como na vida pessoal, relacionamentos profissionais também dependem dela para se manterem saudáveis. “Uma relação de confiança no ambiente de trabalho cria espaço para a cooperação, o comprometimento, a circulação de ideias inovadoras, superação das diferenças, aumentando a satisfação no trabalho e melhora da comunicação”.

Mas quais são os pilares da relação de confiança no ambiente profissional? Confira e veja ainda quais os passos para construir um relacionamento baseado na confiança:

Honestidade, integridade e coerência
“Não posso dizer confie em mim, mas por meio destes três aspectos eu estabeleço o vínculo de confiança”. Para que um indivíduo confie em alguém e se comprometa com ele é preciso acreditar nele. “Perceber que é verdadeiro e coerente nas ações”.

Competência técnica
“É acreditar que ele tem a competência técnica para fazer o que diz ser capaz de fazer”. Ou seja, o gestor precisa confiar na competência da sua equipe e vice-versa. Por isso sem a competência não há confiança no âmbito profissional.

Compaixão e empatia
A compaixão e a empatia – que é a capacidade de se colocar no lugar da outra pessoa – formam a “ base espiritual” para que se estabeleça uma relação de confiança no trabalho.

“Alguns líderes não se colocam no lugar no funcionário. Pouco importa para ele se o filho do funcionário está mal de saúde, se o casamento dele está arruinado. O que importa é o resultado”. E um comportamento assim vai minando a relação de confiança. “Nem resultado que se constrói à custa do sofrimento de alguém é duradouro”.

Os passos para construir a relação de confiança

1 Ser claro e construtivo na comunicação
Derivada do latim comunicare, a palavra comunicação pressupõe “tornar comum” a informação ou experiência. E para isso, é preciso ser claro e construtivo no ato de comunicar, mantendo o respeito pelo outro. “Sabendo ouvir as suas opiniões e ideias, sabendo compreender antes de querer ser compreendido”.

2 Compromisso com o resultado
Parte da construção da relação de confiança é “participar ativamente e estar comprometido com os resultados estabelecidos.”
Imagine que seu chefe viva pedindo um esforço extra para que o seu departamento bata as metas. E esse esforço resulta em noites e mais noites no escritório. A equipe se empenha, se compromete e atinge o resultado. Mas é como se não tivesse mais do que a obrigação já que nem um “muito obrigado” ela recebe do gestor.
É certo que o empenho inicial vai aos poucos se esvaindo pela falta da participação ativa da liderança. Nesse caso, a confiança da equipe na chefia foi minada porque não houve demonstração de que a liderança estava comprometida e vibrando pelos resultados.

3 Apoiar e cooperar
Com apoio e cooperação no ambiente de trabalho é que se vai criando o vínculo de confiança. “Quando apoia, você dá sustentabilidade para a equipe”.

4 Compartilhar
Informações, conhecimentos e experiências. Compartilhar tudo isso é outra atitude de quem está disposto a construir uma relação de confiança. Ao estimular o desenvolvimento de um colega ou subordinado, o profissional demonstra que confia e que também merece confiança

5 Apostar na flexibilidade
“É ser flexível para enfrentar as mudanças e compreender as diversidades e os pontos de vista diferentes”.
Uma relação de confiança ancorada na maturidade não é aquela em que uma pessoa declara para outra: sei que posso confiar em você porque você nunca vai me faltar.
“Essa é a confiança ingênua, a declaração de confiança madura é: confio em você e sei que você pode me faltar um dia. Quando isso acontecer vamos conversar a respeito”.

terça-feira, 18 de março de 2014

Como está seu CHA?



Atuando em RH de empresas, uma das minhas responsabilidades é o Recrutamento e Seleção, trabalhando as vagas disponíveis na empresa e selecionando as pessoas ideais para preencher essas vagas. 

Uma tarefa árdua essa de recrutar e selecionar pessoas! 

O RH recebe centenas de currículos todas as semanas, indicando a quantidade de profissionais disponíveis no mercado, há todo o tipo de profissional:
-Experientes;
Com pouca experiência;
- Profissionais temporários;
- Profissionais portadores de necessidades especiais;
- Profissionais sem experiência alguma;
- Profissionais acima dos 50 anos;
- Profissionais com nível superior;
- Profissionais que nem chegaram ao ensino médio.

Enfim, lidamos com  profissionais com todos os perfis possíveis e podemos concluir que, com tantos perfis distintos, nada mais natural que a concorrência seja enorme e que o diferencial torna-se essencial! 

O fato é que graças à agilidade e exigências do mercado, o PHD deve se destacar dos seus concorrentes e em artigos anteriores, já abordei a Empregabilidade, mas você sabe o que é CHA - um dos conceitos utilizados no processo de recrutamento e seleção? 

Para contratar um profissional existem dois tipos de análises que devem ser feitas:
   - Uma que visa o desenvolvimento do trabalho em si
   - Outra que visa as características pessoais necessárias para desenvolver esse trabalho, ou seja, do profissional.

O CHA é analisado nos candidatos num processo de seleção para verificar se o profissional possui as características necessárias para o desenvolvimento do seu trabalho.

O CHA significa: Conhecimentos, Habilidades e Atitudes.
Sendo:
C – Conhecimentos que a pessoa precisa apresentar para desenvolver o trabalho e que são adquiridos no decorrer da vida, nas escolas, cursos universitários e técnicos e durante sua trajetória profissional.
H – Habilidades são a capacidade que a pessoa apresenta para realizar o trabalho, é todo o conhecimento que praticamos aperfeiçoado à habilidade.
A – Atitudes é o “fazer”, ou seja, comportamentos que a pessoa apresenta diante de situações e das tarefas que se desenvolve no seu cotidiano.

As empresas durante o processo de Seleção, devem especificar ao candidato qual a função a ser exercida, quais as tarefas e atividades envolvidas no trabalho. Mas em contrapartida, devem analisar o candidato e avaliar se ele apresenta as características necessárias para o desenvolvimento de seu trabalho, ou seja, avaliar o CHA.

Devemos compreender que o mercado de trabalho mudou muito com a internet e a globalização e está cada vez mais exigente e por conta disso as empresas buscam profissionais mais "competentes" e consequentemente, os processos de seleção estão cada vez mais acirrados, as empresas devem minimizar os erros nas seleções e contratar o profissional correto para a oportunidade em aberto, por que após a contratação o profissional será avaliado, para que se possa comparar o perfil apresentado na seleção ao que efetivamente esse colaborador estará agregando para a empresa.

Não passamos a ser mais exigentes nas escolhas que fazemos enquanto consumidores?
Nos tornamos mais exigentes quanto às altas tecnologias das telecomunicações, da indústria automobilística e das comunicações, não é verdade?

Portanto, nada mais natural que as exigências também ocorram no mercado de trabalho! Enfim, o CHA faz parte da sua Empregabilidade!


VOCÊ JÁ SE AUTOAVALIOU PARA ANALISAR COMO ANDA SEU CHA?

quinta-feira, 13 de março de 2014

A Importância da gestão do conhecimento


De tempos em tempos, mudanças sensíveis na cultura empresarial acontecem e causam impactos diretos nos negócios. Foi-se o tempo em que apenas equipamentos e atividades operacionais geravam lucratividade para as organizações. Hoje, o olhar empresarial também está voltado para o capital intelectual, ou seja, para as pessoas.

A importância dada a elas - suas capacidades criativas, motivações, competências e conhecimentos - é sentida como um diferencial e uma oportunidade para as empresas crescerem mais.

Dar maior importância às pessoas do que aos bens tangíveis torna-se uma tendência porque são elas que detém os conhecimentos mais valiosos sobre como atingir melhores resultados, como diagnosticar problemas e otimizar processos internos, enquanto os equipamentos usados nas operações são meros coadjuvantes para tal fim.

A maneira de aproveitar melhor o conhecimento desses colaboradores é praticar a gestão do conhecimento, que nada mais é do que estimular e facilitar a troca, e o uso e a criação de conhecimento em toda a empresa. Com a gestão do conhecimento, as pessoas são incentivadas a compartilhar aquilo que sabem, de forma a criar um ambiente de trabalho no qual toda experiência válida pode ser acessada pelos outros colaboradores e aplicada em suas atividades a fim de elevar a produtividade da companhia.

Falando em conhecimentos, há dois tipos básicos que podem ser aplicados pelo ser humano: o explícito e o tácito. O conhecimento explícito é o mais fácil de ser colocado em palavras, registrado e documentado. É facilmente adquirido por meio da leitura de manuais, livros e artigos, por exemplo. Quando falamos das funcionalidades de um sistema, ou das etapas de um processo produtivo, tratamos do conhecimento explícito.

O segundo tipo - o tácito - é o mais difícil de ser colocado em palavras e é adquirido apenas com a prática. O conhecimento tácito é aquele que só conseguirmos mostrar ao usar. Um líder gerindo sua equipe, um médico realizando um diagnóstico ou vendedor fechando uma venda difícil, são exemplos desse tipo de conhecimento. É difícil de explicar e só se aprende com a experiência, com a vivência.

Para as empresas, a gestão do conhecimento pode ser de grande valia, pois contribui para a geração de valor, otimização das operações e para melhora do atendimento ao cliente final. Por isso deve ser aplicado nas empresas. Uma vez disseminado, o conhecimento pode ser retido por outros colaboradores, a fim de gerar resultados sempre superiores aos do passado.

Um dos desafios para as empresas atualmente é aplicar a gestão do conhecimento de forma alinhada aos negócios, orientada para os objetivos estratégicos da empresa. Não adianta implantar a gestão do conhecimento sem pensar em quais resultados se quer atingir. Caso contrário, a gestão do conhecimento gera pouco impacto.

quarta-feira, 12 de março de 2014

Comunicação abre portas no mercado de trabalho


Uma efetiva comunicação facilita a conquista de um estágio.
Ingressar e ser bem sucedido em um estágio são tarefas cada vez mais difíceis, devido ao alto índice de competitividade no mercado de trabalho. Isso ocorre, sobretudo nas multinacionais e empresas de grande porte, pois buscam estudantes com habilidades e competência adequadas às suas necessidades.
Figuram entre essas habilidades, a capacidade de se comunicar e se relacionar. Além disso, quem tem boa comunicação, possui uma forte aliada para alcançar uma boa oportunidade de estágio.
Uma comunicação bem desenvolvida, além, obviamente, dos conhecimentos adquiridos ao longo do curso universitário, é fundamental para causar boa impressão na empresa. Seja em uma reunião, apresentações, conversas entre colegas, todos têm necessidade de trocar informações e transmitir ideias e impressões.
Como qualquer outro profissional, o estagiário é avaliado pelo talento, capacidade de desenvolver suas atividades e seus valores, como determinação, persistência e iniciativa, por isso precisa demonstrar de forma prática todo o seu potencial.
Entre outros problemas, superar o medo de falar em público é, sem dúvida, um grande desafio. Para os mais tímidos, na hora “H” sempre surgem sintomas como gagueira, taquicardia, língua presa, rubor, sudorese, entre outros.
Veja algumas estratégias para dominar a ansiedade e, aprender a cultivar a autossugestão positiva, além do domínio de técnicas de comunicação para conseguir falar com calma e segurança. Se o candidato agir com naturalidade, as chances da empresa conhecer, de fato, suas qualidades são maiores, consequentemente, aumentando as oportunidades de uma contratação.
Mas como evitar esses sintomas como dor de barriga e tremedeira minutos antes de uma dinâmica de grupo ou entrevista com um diretor? Cada pessoa reage de um jeito diferente, por isso não há uma receita pronta para superar esses bloqueios, por isso, algumas dicas práticas podem ajudar o candidato, tais como estar bem alimentado, fisicamente bem, fazer exercícios respiratórios e de relaxamento, tais como movimentação do pescoço, fricção de mãos e alongamento. Além disso, pensar positivamente, acreditando no seu bom desempenho, mostrando-se naturalmente, sem querer mascarar uma situação, mostrando ser quem não é ou capacidades que não possui.

terça-feira, 11 de março de 2014

A pressão das metas estressa você? Está na hora de se conhecer melhor


Metas devem ser realistas, mas desafiadoras. Sendo assim, não dá para fugir da pressão por melhores resultados. Afinal, o desafio é colocado não apenas para garantir o sucesso das organizações, mas também para impulsionar a carreira do profissional ao estimulá-lo a vencer e a superar obstáculos com excelência.

Todavia, por mais bagagem técnica e vivência adquiridas é natural que o profissional fique tenso com a pressão causada pelas metas. É preciso ter uma válvula de escape. “A geração workaholic passou. A geração Y consegue ter um melhor equilíbrio entre o trabalho e a vida pessoal. Ou seja: é uma geração que não é só trabalho”.

O profissional completo deve saber administrar o tempo para aproveitar melhor a vida pessoal e atingir a excelência no trabalho. O profissional deve realizar tarefas de descompressão. Para ele, praticar atividades esportivas, fazer meditação, ler livros e ter fortes laços de afetividade com a família e com os amigos podem ser essenciais para a construção de uma carreira sólida. “É necessário ter inteligência emocional”.

O comportamento adotado pelo profissional perante a pressão provocada pelas metas tem a ver com vivência. Maturidade na vida profissional se alcança com erros e acertos. Mais importante que conquistar resultados, é conhecer os seus próprios valores e detectar se eles estão alinhados com a cultura organizacional. “O importante é se preocupar em fazer a coisa certa. Se o profissional se preocupa muito com o resultado ele corre o risco de sucumbir diante da pressão”.

Recursos inteligentes

Ferramentas tecnológicas, trabalho em equipe, espírito de cooperação, recursos que ajudem o profissional a se conhecer melhor como a terapia ocupacional e até networking são instrumentos de descompressão que podem contribuir para a excelência no trabalho e facilitar o alcance das metas.

O coaching pode fazer diferença no desempenho dos funcionários. Nesse sentido, os líderes devem ficar atentos para descobrir quais são as necessidades de sua equipe. “O gestor é o grande negociador junto à organização para a formulação das metas. Ele deve preparar a equipe para o alcance dos resultados, adequando as metas à realidade da empresa, bem como acompanhar a performance dos colaboradores, dar feedback e corrigir o rumo se necessário”.

O profissional pode utilizar ainda o mural que indica o desempenho da equipe como um termômetro para avaliar se está contribuindo da melhor forma para a conquista das metas ou está aquém do resultado esperado. “Uma agenda semanal bem montada que considere as prioridades pode ser um recurso eficaz”.

segunda-feira, 10 de março de 2014

Você se faz muitas cobranças?


Tenho observado e atendido a muitas pessoas que querem alcançar resultados rápidos em sua vida profissional e acham que se cobrar é a solução. A pergunta é: será que essa postura não afasta a paz e coloca ainda mais ansiedade no meio do caminho rumo ao sucesso?

A autocobrança é uma super exigência que fazemos para nos colocar em disciplina em direção a um objetivo. Achamos que os seus resultados podem nos trazer maior visão sobre o que devemos fazer em nossa área de trabalho. Mas, de fato, essa energia atua como uma forma de pressão interna que nos impede de ver os resultados brilhantes que conseguimos no nosso dia-a-dia.

Claro que temos o costume de achar que se cobrar é importante para conseguir alcançar uma melhora na qualidade de nossos serviços. Mas isso não é se cobrar, é ter disciplina para alcançar a sua meta. Ser disciplinado não é se colocar para baixo.

Certamente, há cobranças externas como prazos de entrega de tarefas, limites de horas que devemos cumprir por dia. Mas todas estas cobranças externas não podem nos atingir tão drasticamente quanto a autocobrança que fazemos. Porque essa exigência interfere justamente na maneira como nos vemos, ou seja, na nossa autoestima.

Se você se cobra, se coloca no mundo como apenas uma máquina de cumprir tarefas, já vai trabalhar com um peso nas costas, com uma sensação de desconforto que nem sabe bem como definir. Se cobrar em demasia por algo no trabalho quer dizer muitas vezes não respeitar seus limites de entrega à profissão, é não ter prazer em realizar sua função, é não ver que você realiza bons trabalhos. A cobrança em excesso afasta a sensação de realização pessoal e profissional.

Responda a si mesmo:

1 No seu dia-a-dia, você consegue ver os resultados positivos de seu trabalho ou vive se criticando e se pondo mais para baixo quando não consegue fazer o que precisa ser feito?

2 Como você reage diante de alguma tarefa nova? Fica ansioso e com medo? Ou percebe o quanto você é capaz de realizar algo diferente?

3 Você se coloca no mundo como um merecedor de um bom emprego e boa remuneração? Ou no fundo, no fundo, acha que você ainda não está pronto para aquele cargo tão sonhado e aquele salário melhor?

Atitudes de autocobrança só trazem angústia, ansiedade e desespero em ter que cumprir um trabalho, principalmente se alguém te diz que a tarefa é importante para a sua empresa. Se cobrar demais faz você ter baixo rendimento profissional, afinal como uma pessoa que se acha incapaz e despreparada pode realizar um bom trabalho? Além disso, no lado externo da situação, faz que com o mundo te veja como alguém que realmente não merece ser valorizado - porque você não se valoriza.

E aí, você vai querer continuar a se cobrar ou vai passar a se valorizar como uma pessoa capaz e segura do que faz? Aproveite este momento para rever suas atitudes e tentar descobrir maneiras de se fortalecer dentro de si e de acreditar mais em seu potencial.

sexta-feira, 7 de março de 2014

Foi demitido? Aproveitar para se reinventar

No mundo corporativo, algumas pessoas podem ser selecionadas para vagas por seus currículos, e depois serem demitidas em razão de suas atitudes. Mas o que isso realmente significa e como podemos fazer para melhorar as perspectivas na próxima empresa?

Não é incomum que profissionais - mesmo os mais experientes - saiam de seus empregos sem saberem o real motivo de seus desligamentos. Numa sessão de Coaching de transição de carreira, um gestor de uma empresa americana no Brasil afirmou para mim: "Eu sei que fui 'demitido' para dar uma sobrevida ao meu superior, que já estava sendo mal visto pelos pares. Ele entregou minha cabeça para poder se segurar no cargo", comentou.

No entanto, tempos depois, outras fontes me revelaram que esse gestor tinha posturas extremas e fama de "criador de caso" e "pavio curto". Difícil imaginar que essas atitudes não tenham influenciado seu afastamento. Pois notem a incongruência das duas informações. Talvez nunca chegue para ele a verdade sobre sua dispensa. E é muito provável que seu desconhecimento o leve a se colocar em situação delicada, arriscando-se repetidamente nos novos empregos.

Após a demissão, uma ótima maneira de tomar as rédeas da sua vida profissional é perguntar a alguns colegas pessoalmente: "por que você acha que fui demitido?" e "o que você teria feito no meu lugar para evitar ser dispensado?" Partindo dessa consciência expandida e tendo humildade para aceitar dos fatos, escreva em um papel as respostas para as seguintes perguntas:

Para ampliar a percepção:

1 De 0% a 100%, qual foi meu percentual de responsabilidade por minha demissão?

2 Quais atitudes terei, já na minha próxima vaga, para mudar isso?

3 Quais atitudes evitarei?

4 O que pode me impedir de corrigir atitudes que não me favoreçam atualmente?

5 Qual é meu nível de compromisso - de 0 a 10 - com esse desenvolvimento pessoal?

6 Estou ciente de que não fazer nada pode me colocar em risco novamente?
Para criar opções de ação:


1 Se eu pudesse trabalhar em qualquer empresa do mundo, qual seria?

2 Por que essa é a empresa dos meus sonhos?

3 Quais valores meus se identificam com essa empresa?

4 Caso seja inviável atualmente trabalhar nessa empresa, qual seria uma opção semelhante que estivesse mais próxima de mim?

5 O que eu espero obter nessa nova empresa?

6 Trabalhando na empresa escolhida, eu faria exatamente a mesma atividade? Se não, qual atividade eu gostaria de exercer?

7 Eu estou plenamente qualificado hoje para exercer a atividade que sonho? Se não estou, o que me falta - em curto, médio e longo prazo?

De posse dessas respostas, elabore um "Plano de Avanços" com o passo-a-passo e os prazos para preencher todas as lacunas que afastam você hoje da atividade que mais lhe trará satisfação. Aproveite a chance para reinventar sua carreira, mas principalmente para reinventar a si mesmo e suas atitudes.

O que diferencia os profissionais que ocupam cargos altos não é sua habilidade técnica, mas sim suas posturas, atitudes, grau de compromisso, liderança e inovação. Boa sorte e se mantenha aprendendo, pois bicicletas paradas caem no chão!

quinta-feira, 6 de março de 2014

Palavras-chave são fundamentais


As palavras-chave são aquelas diretamente ligadas à área de atuação. Fazem parte do dia a dia do profissional e servem para identificar não só o seu grau de conhecimento, mas também para chamar a atenção do selecionador. 

Na internet as palavras-chave têm papel fundamental, porque que são utilizadas como filtros na busca por profissionais. As empresas geralmente delimitam o perfil dos candidatos seguindo critérios como idade, cargo almejado, formação, idiomas e cursos específicos.

Por isso, é importante mencionar termos que resumam seus conhecimentos e suas habilidades e, ao mesmo tempo, despertem o recrutador. Logo:

Escolha palavras que sintetizem sua formação e experiência, principalmente jargões relacionados a sua área de atuação;
Seja detalhista nas descrições. O selecionador está de olho nas linguagens específicas. Na área de TI, por exemplo, serão procuradas linguagens de programação e ferramentas que o profissional domina;
Quanto maior o número de palavras-chave, maiores as chances de aparecer nos resultados das buscas.

Confira exemplos de palavras-chave em cinco áreas distintas:

Administrativa 
Planejamento de reuniões; apresentações de metas e resultados; suporte ao cliente; acompanhamento de receita; administração de benefícios; controle de inventário; gerência de projetos; balanço; arquivo; documentação; estratégia; prestação de contas; reembolso.
 
Financeira 
Relação com investidores; análise de risco; administração de risco; projeções financeiras; balanço tributário; administração de lucros; análise de custos; fusão e aquisição; gerenciamento de fluxo de caixa; análise de crédito; operações; bolsa de valores; fundo mútuo; budget; spread ; administração de capital; auditoria; controller; administração de ativos e passivos; brand-equity; planejamento tributário; folha de pagamento; administração de benefícios; gerenciamento de portfólio; conciliação bancária; SAP; COBOL.
 
Recursos Humanos
Treinamento e desenvolvimento; desenvolvimento organizacional; reengenharia de processos; folha de pagamento e benefícios; administração de cargos e salários; compensação variável; recrutamento e seleção; políticas e procedimentos; administração de recursos humanos; relações trabalhistas; avaliação e revisão de desempenho; avaliação de administração de pessoal; desenvolvimento e plano de carreira.
 
Tecnologia 
Rede; dados; Novell; Unix; Linux; Windows; segurança da informação; e-commerce; suporte; servidor; gerenciamento; roteadores; Intranet; banda larga; Java; Developer; banco de dados; browser; firewall; FTP - File Transfer Protocol; hipermídia; plataforma; VRML - Virtual Reality Modeling Language; LAN Switches; desenvolvimento e implementação de sistemas; administração de rede; DB; C++. HTML; ASP; VB; COBOL.
 

Vendas 
Representação de vendas; atendimento ao cliente; pós-venda; follow-up; assistência técnica; varejo; fechamento de caixa; captação de clientes; administração de carteira de clientes; administração de contas Pessoa Física ou Pessoa Jurídica; marketing de produto; negociação e fechamento; mercado B2B/B2C; comunicação estratégica; reuniões; PowerPoint; metas.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Quando a oportunidade está longe de casa


E então, de repente, você se depara com aquela vaga de trabalho que tem tudo a ver com você. Bom salário, todos os benefícios e suas habilidades estão de acordo. Parece que você foi feito para a vaga de emprego e ela foi anunciada só para você. Mas um detalhe: é para trabalhar em Manaus, ou Belo Horizonte. Ou no Canadá!

E agora? Você largaria sua zona de conforto para encarar uma oportunidade como essa? Largar casa, família, amigos e mudar completamente de vida? Não? Pois saiba que cada vez mais gente tem feito isso. Muitas oportunidades na área de administração, biologia e engenharia estão migrando para o interior do país. Isso é normal em nações em crescimento econômico.

Nos EUA é comum um estudante ir para outro estado após se formar. O próprio governo incentiva essa mudança através de bolsas e programas de transferência. Isso é bom para o país, pois gera um intercâmbio cultural que ajuda a desenvolver o país como um todo.

No Brasil é comum a transferência de recém admitidos em vagas de concursos federais. Geralmente passam por um ou dois estados antes de serem fixados num ponto. Isso também é tendência em grandes empresas, principalmente as multinacionais que operam no país. Incentivar a rotatividade nos estados brasileiros ajuda com que os executivos tenham uma visão mais integrada das operações da empresa.

Por isso, caso surja uma oportunidade como essa, não pense duas vezes em aceitar. Morar em outro estado, mesmo que temporariamente, representa um ganho enorme para o profissional. Além de conhecer outras culturas, ele terá oportunidade de aumentar sua rede de relacionamento e conhecer a realidade de outras dinâmicas sociais.

Claro que nem todo mundo lida bem com a questão. Muitos têm medo de sair da zona de conforto e encarar a vida em locais distantes. Mas a bem da verdade, quebrar esse paradigma já é um grande ganho para a carreira e a vida profissional.