sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Por que ajudar os outros pode impulsionar sua carreira

mangostock / Thinkstock
Mãos juntas, trabalho voluntário
Trabalho voluntário: o voluntariado ajuda a desenvolver competências que são valiosas para a vida profissional

 São Paulo - Já pensou em fazer um trabalho voluntário? Se a resposta for não ou que falta tempo para isso, é melhor pensar de novo. Doar-se para uma causa vai além da solidariedade e cidadania: também pode ser bom para a sua vida profissional.
Para Rafael Tenca, engenheiro de qualidade da Bosch, dar aulas para jovens das comunidades do entorno da fábrica em que ele trabalha foi uma oportunidade para desenvolver sua empatia. Da sala de aula para o cotidiano do trabalho, Rafael também percebeu que aprendeu com seus alunos a se comunicar melhor.
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“Logo notei que o trabalho ia muito além de dar aulas. Como educador, tinha uma relação mais pessoal com os jovens e com os outros funcionários”, diz.
Há seis anos, Tenca faz parte do projeto Formare (Fundação Iochpe), um programa educativo de voluntariado em parceria com grandes empresas. Nele, os funcionários ensinam turmas de cerca de 20 jovens, que têm a chance de vivenciar a rotina da companhia por um ano.
“Todo mundo ganha com o trabalho voluntário”, diz Beth Callia, coordenadora do Formare. “Muitos funcionários falam que ganham mais do que oferecem para os alunos”.
Como relata Tenca, o voluntariado ajuda a desenvolver competências que são valiosas para a vida profissional. Não só melhora a comunicação, mas o relacionamento e cooperação entre funcionários de diferentes áreas.
“As aulas também dão valor ao conhecimento do funcionário, que é reconhecido pelos alunos e colegas”, diz a coordenadora do Formare (Fundação Iochpe).
Força para o bem
Trabalhar em uma empresa aliada a uma causa foi o que encantou Tiago Brito, gerente de loja da C&A. Ele já havia participado de um programa de voluntariado e logo que entrou na C&A, procurou por uma oportunidade.
O Instituto C&A, braço social da empresa, deixa nas mãos dos funcionários a escolha da organização que querem ajudar perto da loja em que trabalham. Eles planejam ações e campanhas com crianças em torno do tema da sustentabilidade, falando de forma lúdica sobre coleta seletiva, consumo consciente e proteção do meio ambiente. “Foi a causa que me ganhou”, diz Brito. “Afinal, as crianças são o futuro”.
Da primeira loja que foi gerente, em Maceió (AL), ele relembra o trabalho que acompanhou numa escola. “Aprendi na comunidade o que não dava para aprender em um mês na loja”, conta.
Ele e outros funcionários da C&A organizaram bazares que ajudaram a reformar a cozinha do local, construir um segundo andar e uma biblioteca. Sair da rotina também ajuda a encontrar soluções mais criativas para problemas, de acordo com Brito.
“O voluntariado gera orgulho de pertencer à empresa e defender uma causa”, explica Daniela Pavan, coordenadora do Instituto C&A. “Traz para a empresa valores da comunidade e leva para a rua os nossos valores”.
Quer começar?
Ter uma chance como a de Brito e Tenca de fazer a sua parte pode ser mais fácil do que parece. Pelo menos essa é a proposta do site Atados, que simplifica o contato entre voluntários e ONGs.
A plataforma gratuita possui vagas de mais de 800 organizações e ajuda a encontrar oportunidades com o perfil do usuário. A pesquisa pode ser feita pela causa, habilidade ou região de interesse.
Para André Cervi, responsável pelos projetos de voluntariado empresarial doAtados, os benefícios são diversos: “Se colocar no lugar do outro faz das pessoas melhores líderes e mudar de ambiente no trabalho aumenta a capacidade de inovar. E a pessoa ainda pode descobrir novas habilidades”.
por Luisa Granato, de Exame.com

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Como chefes conseguem vencer a resistência a mudança

São Paulo – Por melhor que seja a estratégia de nada ela vai adiantar se não sair do papel. Quando falta o engajamento da equipe, tornar realidade uma mudança ou uma nova ideia é praticamente impossível. Ana Pliopas, sócia do Hudson Institute of Coaching no Brasil, diz que lidar com a resistência é um dos maiores desafios dos gestores.
A relutância pode ser explícita, por meio de críticas diretas e negação, ou velada, com atitudes passivo resistentes. O primeiro passo indicado pela especialista é perceber os sinais de oposição que a equipe deixa transparecer. Ela sugere que chefes adotem o modelo proposto por Rick Mauer no livro “Beyond the Wall Of Resistance” que pressupõe curiosidade e abertura ao diálogo para identificar as posturas típicas de resistência. Ela se apresentam em três dimensões:
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1. “Não entendo”
O primeiro nível pode revelar que há constrangimento em perguntar ou que há discordância das implicações da mudança, segundo a sócia do Hudson Institute of Coaching.
O trabalho requerido ao gestor é de comunicação sobre motivos da alteração de rota e pontos positivos que a mudança proposta deverá trazer. “Às vezes a pessoa entende que há algo na mudança que pode prejudicá-la e, em vez de forçar uma situação, o gestor deve conversar”, diz Ana.
2. “Não gosto”
Na segunda dimensão, a resistência do funcionário pode revelar que há receio a respeito do impacto da mudança. Explicar o potencial positivo e falar abertamente sobre os riscos é caminho sugerido pela coach. “Implementar um novo sistema, por exemplo, pode trazer um risco de perda de necessidade de algumas posições na empresa. E o gestor precisa lidar com isso de forma explícita”, diz Ana.
Uma alternativa, diz a especialista, para esse caso que ela cita, é a criação de plano de desenvolvimento para os profissionais que terão seus cargos afetados pela mudança. “Assim, as pessoas poderão fazer outras coisas”, diz. O importante, de acordo com ela, é oferecer algum tipo de incentivo para que funcionários se mantenham engajados.
3. “Não confio”
É a situação mais delicada que um gestor pode enfrentar no ambiente de trabalho e requer dele investimento na criação ou recuperação de laços de confiança. “Não é imediato, demora”, diz Ana. 
Se no nível 1 a grande sacada é melhorar a comunicação e no nível 2 é oferecer algum tipo de incentivo, neste nível é a consistência da atuação que vai fazer a diferença, segundo a especialista. “O gestor precisa ser coerente para começar a conquistar a confiança”, diz Ana.
Transparência é um componente essencial nesse processo. Falhar em relação à postura anterior (não gosto) também leva gestores a enfrentar esse terceiro nível de resistência. “Se ele diz que ninguém vai perder o emprego e a empresa reduz, sim, o quadro de funcionários, vai perder a credibilidade”, diz Ana.

“O segredo é ouvir e explicar”, diz gerente de RH

“A única certeza que nós temos é a mudança. O que é preciso é deixar claro para onde estamos indo e porque está havendo a alteração”, diz Natália Relvas, gerente de RH da Imovelweb.
Ela diz que, na empresa, a transparência e a valorização da capacidade de ouvir o outro são as principais armas para combater a inércia. “Sempre explicamos o motivo e quando há qualquer alteração convocamos os funcionários para explicar qual é o plano e porque estamos seguindo por este caminho”, diz Natália.
A política de portas abertas na Imovelweb e a estratégia de comunicação interna são ações que, segundo a gerente de RH, ajudam a remover barreiras e aproximar os gestores da equipe.
Lá qualquer funcionário tem acesso aos diretores da empresa e pode opinar e comentar sobre os rumos da empresa no portal na intranet da Imovelweb. “ Aqui eles sentem que há abertura. O funcionário se desmotiva quando sente que não tem com quem conversar”, diz Natália.
por Camila Pati, de Exame.com

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

O que você deve, ou não, fazer em uma entrevista de emprego?

Saiba estratégias que podem garantir a sua vaga.

Quando o assunto é entrevista de emprego, pensar antes de falar ou fazer é uma atitude mais do que necessária. Um pequeno deslize involuntário pode custar o emprego em questão e, por isso, é importante saber quais atitudes e palavras evitar nessa primeira impressão. Afinal, “a primeira impressão é a que fica” e, para mudá-la, é preciso um esforço muito maior.

Existem algumas frases clichês que deixam uma má impressão nos recrutadores – mas, para “fugir” delas, não é tão complicado assim. “Ser criativo é algo que conta muitos pontos. Porém, apenas dizer que é criativo, não. Quando a palavra é usada para se autodefinir, ela vira um adjetivo vazio” explica Madalena Feliciano, diretora de projetos da empresa Outliers Careers. Nesse caso, é melhor não dizer nada – se você realmente for criativo, o seu portfólio vai deixar isso claro, sem precisar de reafirmação.

Quando – e se - perguntado sobre os trabalhos anteriores, é preciso ser claro, conciso, e dizer apenas o necessário. “Fale por quanto tempo trabalhou em cada um deles, de quais projetos participou e quais competências desenvolveu por meio deles, sem ‘encher linguiça’”, diz.

Outra atitude comum nas entrevistas é o candidato dizer que está procurando novos desafios – que nada, ele está procurando um novo emprego, o entrevistador sabe disso. “Nessas horas é melhor dizer que está interessado no trabalho e que ele vai contribuir para o seu crescimento profissional, sempre demonstrando vontade de aprender coisas novas”, exalta Madalena.

Uma dica importante para quem deseja conquistar a vaga é a de antecipar os possíveis problemas que podem acontecer. “Dizer que gosta de acompanhar os processos até o fim, sem deixar nada pela metade, e comentar, por exemplo, que é você quem planeja, cobra e marca as reuniões nos trabalhos na faculdade, pode contar alguns pontos a seu favor”, comenta Madalena.

Além disso, existem algumas atitudes que devem ser tomadas durante toda e qualquer entrevista, como por exemplo usar gírias, palavras chulas e gerúndio demais podem incomodar o entrevistador, assim como pessoas que falam alto demais. A especialista comenta que mentir nunca é uma boa opção, e chegar ao local da entrevista ansioso pode prejudicar a seleção. “É sempre bom descobrir o que faz a ansiedade diminuir, pode ser uma música, uma leitura, uma conversa descontraída...”, alerta Madalena.

Também é importante se informar sobre a empresa em que pretende trabalhar - visite o seu site e fique atento aos tópicos "valores" e "missão" – e se portar da forma que a empresa “pede”. “Não aja de modo mais ou menos formal do que o necessário. Antes da seleção, vá até a empresa (se for possível) ou ainda observe como as pessoas que trabalham lá se comportam. É dessa forma que você deverá agir”, ressalta a especialista.

E sempre, se restar alguma dúvida, não tenha medo de perguntar como você se saiu e se cometeu algum erro que possa corrigir no futuro. Se o entrevistador der essa abertura, essa é uma atitude válida – que pode contar pontos para conquistar esse emprego, ou para um emprego futuro, já que dessa forma você fica ciente dos possíveis erros que cometeu.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

4 atividades divertidas e que ajudam a trabalhar melhor

executivo jogando videogame
Executivo jogando: mundo corporativo se rendeu aos games

São Paulo - E se suas atividades para relaxar e se divertir também te ajudassem a melhorar sua produtividade e habilidades no trabalho?
Uma pesquisa conduzida por Kevin Eschleman, um professor assistente de psicologia na Universidade Estadual de São Francisco, sugere que passatempos menos relevantes para uma carreira são, paradoxalmente, mais benéficos para ela.
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“Qualquer que seja a atividade que você esteja fazendo em seu tempo livre, ela se torna incrivelmente mais valiosa se for diferente do que você normalmente faz no seu ambiente de trabalho”, disse Eschelman ao Fast Company.
1. Trajetos mais criativos
Encontrar uma forma mais criativa para chegar ao trabalho não é apenas uma boa maneira de economizar dinheiro e fazer um pouco de exercício, mas também ajuda os funcionários a se prepararem melhor para o dia seguinte. Se o seu meio de transporte preferido é de bicicleta, patins ou skate, gaste um pouco de tempo ao ar livre antes de ir para o trabalho, comprovadamente melhora o engajamento no ambiente de trabalho.
“Anos atrás, quando eu viajava de carro, eu lembro de estar frustrado e cansado pelo tempo que levei no trânsito para chegar no trabalho”, diz Sibu Joseph. Aos 40 anos de idade, o técnico de MRI no Hospital Bom Samaritano, vai trabalhar de skate há 10 anos. “No início do meu turno no hospital, chego alerta e energizado”, diz. “Eu também sinto que estou dando um exemplo aos meus filhos que é possível criar uma vida que honra e respeita com o meio ambiente, e isso é muito importante para mim.”
2. Trabalhe seu lado comediante
Improvisação é algo divertido e uma brincadeira que muitos gostam de praticar. Esta atividade é também excelente para relaxar, descontrair e melhorar habilidades de oratória na frente de grupos.
Você passa a ser capaz de pegar o que está na sua frente e tornar escalável para quem for seu público no momento, com apresentações mais envolventes. Também vai fazer você se sentir mais confiante no trabalho.
3. Música
Se você já domina um instrumento, os benefícios da música na química do cérebro, foco e atenção estão bem documentados. Aprender a tocar um instrumento musical ou se tornar um músico é um exercício que desenvolve boas habilidades de escuta, auto-disciplina e colaboração.
Você perde o medo do fracasso, de apresentações, entende que para aprender algo novo e melhorar é preciso estudar, dedicar-se, se informar e mostrar o resultado final sem medo.
4. Jogar vídeo game
Apesar do que seus pais podem ter-lhe dito em um dia ensolarado que você passou no sofá com um controle na mão, jogos de vídeo game podem realmente fazer você um melhor empregado.
“Considere qualquer vídeo, telefone, ou jogo de tablet que você joga. Seu sucesso baseia-se na série de decisões discretas em frações de segundo que você faz”, escreveu a consultora Caroline Siemers. “Carreiras são semelhantes”, explicou. “Começando, você confia em um punhado de mentores que criticam o seu trabalho, oferecem dicas, e mostram como fazer. Mas, quando você se estabilizar, esses auxílios diminuem e você começa a confiar mais em sua própria experiência.”
* Este artigo foi originalmente publicado pelo 99jobs

segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Estagiários, saibam o que fazer para serem efetivados!


Coach de carreiras comenta o que as empresas buscam atualmente em estagiários e como conseguir a tão sonhada promoção.


Antigamente, quando ouvia-se a palavra “estágio”, quase automaticamente, remetia-se à ideia de um universitário servindo cafézinho em uma sala de conferências cheia de gestores engravatados. Hoje em dia, o estagiário não é mais aquela pessoa tímida sentada no cantinho, anotando tudo o que vê. Quem está passando por essa situação no momento, sabe que os processos seletivos de estágio chegam a durar meses. Os candidatos passam por testes e mais testes, de aptidão, conhecimentos gerais, específicos, psicológicos, dinâmicas em grupo... E por aí vai. Quando passam e finalmente conseguem entrar na empresa sonhada, são abarrotados de trabalho, fazem hora extra, cumprem prazos, perdem noites de sono e, por um minuto, desejam que seu trabalho fosse só tirar as xerox da pauta da reunião. Estagiário, hoje, trabalha de verdade.

“Muitos estagiários pecam quando deixam a animação e o empenho, que tinham durante o processo seletivo, passar quando são contratados. Esse é o maior erro”, comenta Madalena Feliciano, coach de carreiras, diretora da Outliers Careers e do Instituto Brasileiro de Coaching “Isso geralmente acontece, quando o estudante ‘atira para todos os lados’ na procura de uma empresa para estagiar, e não se concentra nas que ele realmente quer. Acaba fazendo um trabalho mediano, porque para ele tanto faz, essa ou aquela empresa. Nenhum gestor gosta disso”, argumenta a coach.

Segundo a diretora, é imprescindível sempre tentar superar as expectativas e ir um pouco além do esperado “O fato de ainda estar aprendendo a prática do trabalho, não significa que ele irá se safar de todas as coisas erradas que fizer, ou se não houver empenho. Não basta só colocar no currículo que é proativo, tem que, de fato, ser. Pela mão de obra ser mais barata, é muito mais fácil ser demitido como estagiário. Empresa nenhuma continua empregando quem não acrescenta”, diz.

Especialista em transição de carreiras, Madalena separou algumas outras dicas de como se portar como estagiário dentro de uma empresa. Confira:

1. Pontualidade “As empresas geralmente funcionam como um ‘efeito dominó’, se atrasar e começar a trabalhar mais tarde, pode comprometer o rendimento das pessoas que dependem do seu trabalho feito. Não é só porque você é estagiário, que suas atividades sejam menos importantes. Se atrase somente quando for inevitável, e tente ao máximo comunicar a empresa com a maior antecedência possível”, alerta.

2. Flexibilidade “Se for pedido para que fique depois do horário e isso não atrapalhe outros compromissos, principalmente com a faculdade, fique. Seu trabalho duro será reconhecido no futuro. Não há aprendizado maior do que a prática, não se prenda muito à teoria da faculdade e não tenha tanta pressa de sair quando der o seu horário”, explica a diretora.

3. Comunicação “Ter uma boa relação com os colegas, participar dos happy hours e outras confraternizações da empresa, contam pontos com o chefe, pois mostram sociabilidade e extroversão. Mas saiba separar as coisas. O que acontece no happy hour, fica no happy hour”, diz Madalena.

4. Redes Sociais “Hoje em dia, Facebook e Whatsapp já são usados como ferramenta de trabalho. É comum ter grupos da empresa nas redes sociais, onde todo mundo se comunica. Mas tenha bom senso. Ser pego utilizando outra rede social com muita frequência, não vai pegar bem para você. Deixe essas para a hora do almoço”, comenta.

5. Clareza e objetividade “Para quem está no último ano de faculdade, e ainda não ficou claro que será, ou não, efetivado ao final do contrato, é a hora de conversar com o chefe. Seja claro e diga que quer a vaga, pergunte quais são as chances. Mostrar vontade de trabalhar, com certeza vai pesar na hora do gestor fazer a escolha. Mas é sempre importante, antes de se inscrever no processo seletivo da empresa, procurar saber qual é o plano de carreira, para não haver conflitos de interesses e gerar uma futura desmotivação. Algumas empresas deixam claro desde o início que só capacitam o candidato, mas não o efetivam”, aconselha a coach.

Madalena Feliciano ainda dá um último conselho, para os que ainda estão tentando os processos seletivos “É importantíssimo conhecer muito bem a empresa para qual você vai se candidatar. Faça pesquisas na Internet, e se tiver a oportunidade de conversar com um ex ou atual funcionário, melhor ainda. Isso ajuda na hora de se preparar para as entrevistas e de saber se você e a empresa dividem os mesmos valores. É isso que te manterá motivado a trabalhar, para conseguir futuras promoções”, finaliza.

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Geração Z ganhará e trabalhará mais do que as outras


maselkoo99/Thinkstock
2. Esteja ciente de que você vai trabalhar muito mais do que como empregado
Trabalhar muito: entre as 2 mil pessoas consultadas, 58% dos integrantes da geração Z disseram que trabalhariam à noite e nos fins de semana em troca de salários maiores

Com licença, geração Y. Há uma nova geração workaholic na área.
A geração Z, atualmente na escola e nos primeiros anos da faculdade, terá mais disposição para trabalhar por mais horas e nos fins de semana que seus colegas mais velhos, segundo um relatório divulgado recentemente pela empresa de busca de vagas de emprego Monster Worldwide.
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Os dados foram coletados em janeiro pela agência de pesquisa TNS, que consultou membros da Geração Z com idades entre 15 e 20 anos.
Entre as 2.000 pessoas consultadas, 58 por cento dos integrantes da geração Z disseram que trabalhariam à noite e nos fins de semana em troca de saláriosmaiores, contra 45 por cento da geração Y, 40 por cento da geração X e 33 por cento da geração nascida após a Segunda Guerra Mundial.
A surpresa não é tão grande assim: eles têm a juventude a seu favor e geralmente não estão sobrecarregados com a responsabilidade de cuidar de crianças, que torna os horários irregulares de trabalho difíceis para as gerações anteriores.
Entre as gerações, os integrantes da Z consultados mostraram a maior motivação pelo dinheiro, embora 74 por cento deles digam que o trabalho deveria ter uma finalidade maior que a de receber um salário, contra 45 por cento da geração Y, 40 por cento da geração X e 33 por cento dos nascidos pós-Segunda Guerra.
As marcas que buscam recrutar sangue novo deveriam considerar a possibilidade de renunciar à geladeira com cerveja e à mesa de pingue-pongue e, em vez disso, oferecer o bom e velho plano de saúde.
A geração Z pode ser mais enérgica e sedenta por dinheiro do que as outras, mas suas primeiras exigências em relação ao emprego lembram as das gerações anteriores.
Setenta por cento dos consultados disseram que sua principal prioridade é o plano de saúde. Na sequência vêm um salário competitivo, um chefe respeitável, espaço para crescer e a chamada licença parental.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Olimpíada incentiva gamificação dos negócios

Algumas empresas têm utilizado os mesmos princípios dos jogos para garantir o engajamento dos colaboradores com projetos e iniciativas

*Por Luiz Alberto Ferla
Olimpíadas Rio 2016 | <i>Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil
Olimpíadas Rio 2016 | Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil
Com a Olimpíada acontecendo no Brasil, todas as atenções estão voltadas para o Rio de Janeiro, onde 11 mil atletas, de 200 países, disputam 928 medalhas, em 42 esportes olímpicos. E boa parte do engajamento das pessoas com o evento deve-se ao efeito que a competição provocada pelos jogos tem sobre os indivíduos.

Algumas empresas têm utilizado esses mesmos princípios dos jogos para garantir o engajamento dos colaboradores com projetos e iniciativas, melhorando assim os resultados do negócio. O conceito, conhecido como gamification – ou gamificação, em português –, utiliza técnicas de jogos no ambiente corporativo para motivar e direcionar o comportamento das pessoas, por meio de desafios e prêmios voltados a atingir objetivos.

Para as empresas que querem experimentar esse conceito, nada melhor do que aproveitar o espírito olímpico para implementar um projeto de gamification. O segredo para o sucesso das iniciativas está em, a partir de um desafio de negócio, traçar uma clara estratégia voltada a atingir melhores resultados e definir os elementos corretos para a motivação dos colaboradores e das equipes.

O caminho dos processos bem-sucedidos de gamification envolve três passos: identificar os colaboradores e entendê-los, para verificar quais as questões que podem motivá-los a atingir os objetivos; qual o comportamento desses indivíduos, para tentar direcioná-los de forma correta; e aplicar os elementos corretos de gamificação, baseado no perfil das pessoas que precisam ser impactadas e seus comportamentos.

Engana-se, no entanto, quem pensa que a utilização de jogos representa algo novo nas empresas. Os ambientes corporativos já estimulam, de forma natural, alguns comportamentos associados a esse conceito dos games, como a competição, trabalho em equipe, colaboração e prêmios. O que a gamification fez foi trazer uma abordagem científica e sistematizada para potencializar os resultados que podem ser obtidos com esse estímulo de comportamentos adequados das equipes.

Além disso, a gamificação permite o monitoramento em tempo real de resultados, na medida em que durante os jogos os colaboradores e as equipes conseguem monitorar seu desempenho e, se necessário, fazem mudanças nas estratégias voltadas a atingir o objetivo final.

Pesquisas já indicam que as empresas que utilizam gamification têm 50% de aumento na fidelidade dos clientes, 85% de incremento na taxa de conclusão de treinamentos e 70% de acréscimo no engajamento dos colaboradores.
E sua empresa, está preparada para gamificar os negócios?

*Este artigo é de autoria de Luiz Alberto Ferla, CEO do DOT digital group.

quarta-feira, 21 de setembro de 2016

7 recursos do LinkedIn que você não conhece (mas deveria)

Carl Court/Getty Images
LinkedIn
LinkedIn: embora numerosos na rede social, muitos brasileiros desconhecem alguns dos seus recursos mais úteis

São Paulo — Brasileiros adoram redes sociais, e com o LinkedIn não é diferente. Com 25 milhões de usuários ativos, somos o 3º país com maior presença no site, atrás apenas de Estados Unidos (128 milhões) e Índia (35 milhões).
Apesar disso, certos recursos da plataforma permanecem desconhecidos para grande parte dos brasileiros. Enquanto alguns o enxergam como mero substituto do currículo — uma ideia equivocada na visão de gurus da plataforma —, outros usam bem os grupos e outras ferramentas de interação, mas esquecem que o site também serve para procurar emprego.
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Com a ajuda de Fernanda Brunsizian, gerente de comunicação do LinkedIn para a América Latina, reunimos 7 funcionalidades pouco conhecidas pela maioria dos usuários, mas que podem facilitar o uso da plataforma e alavancar a sua carreira. Confira a seguir:
1. “Espelho” do seu perfil em outro idioma
De olho em oportunidades profissionais no exterior, muitos brasileiros escrevem seus perfis no LinkedIn em inglês. Mas até que ponto isso não pode parecer arrogante ou excludente para contatos que falam português? Na verdade, você não precisa escolher: um recurso da plataforma permite criar um “espelho” do seu perfil em outra língua, com link idêntico ao original.
Basta acessar a opção “Editar perfil”, colocar o mouse em cima da seta ao lado do botão azul “Visualizar perfil como” e selecionar a opção “Criar perfil em outro idioma”. Você será então direcionado para uma página que permitirá editar suas informações na língua escolhida.
2. Opção de personalizar o link do seu perfil
Outro detalhe conhecido por poucos usuários é a possibilidade de editar o link do seu perfil na rede, e transformá-lo em algo mais fácil de digitar. Em vez de vários números ou letras desconexos, a terminação da URL pode conter o seu nome ou a sua profissão, como “www.linkedin.com/in/mariasilvafotografa”, por exemplo.
A vantagem de fazer isso é ter um link mais bonito e amigável em cartões de visita e na assinatura de e-mails. A tática também aumenta a sua visibilidade no Google: quando alguém faz uma busca, há mais chances de o seu perfil no LinkedIn aparecer entre as primeiras ocorrências.
Para personalizar a URL, procure o pequeno link embaixo da sua foto de perfil e clique no ícone de engrenagem à direita. Na nova página, clique no ícone de lápis que aparece na seção “URL do seu perfil público” e edite a terminação do link.
3. Plataforma de publicação de conteúdo
Há um ano, o LinkedIn decidiu lançar no Brasil uma funcionalidade que permite ao usuário publicar textos de sua autoria. Com a ferramenta, você pode escrever análises e comentários sobre o seu segmento de atuação e as suas experiências de carreira. Basta clicar no botão laranja “Escreva um artigo”, no topo da página inicial no LinkedIn.

Segundo dados oficiais da rede social, o Brasil é o país que consome mais conteúdo e passa mais tempo na ferramenta, com uma média de 12 mil publicações por semana.
“Muita gente que publica textos pela primeira vez no LinkedIn se surpreende com a quantidade de comentários e estímulos vindos de outros usuários”, diz a gerente de comunicação do LinkedIn para a América Latina, Fernanda Brunsizian. “Isso aumenta muito a exposição de um profissional, o que aliás só aumenta a responsabilidade sobre o conteúdo que ele publica”. 

4. Etiquetas para organizar contatos
Este recurso é especialmente útil para quem tem muitas conexões. No menu “Minha rede”, clique em “Conexões”. Abaixo das últimas atualizações dos seus contatos, você verá a lista de todas as pessoas que já adicionaram você no LinkedIn.  Clique em “Marcador” para classificar aquele indivíduo em um determinado grupo, como “colegas de classe”, “amigos” ou “parceiros”.
Você também pode criar novos marcadores e mais tarde fazer buscas segmentadas por contatos de acordo com suas “etiquetas”. A vantagem desse recurso é manter a sua rede organizada e fácil de consultar, o que torna o seu networking mais ágil e eficiente.
5. Filtros das páginas oficiais de universidades
Quer encontrar um ex-aluno da sua faculdade que trabalha na empresa dos seus sonhos? Nas páginas oficiais das universidades no LinkedIn, é possível fazer buscas por usuários na aba “Alunos e ex-alunos” com base nos seguintes filtros: localização geográfica, empregador atual, área de atuação, formação acadêmica, competências e grau de conexão com você (1º ou 2º grau, por exemplo).
“Você consegue fazer buscas bastante específicas”, explica Brunsizian. “É o caminho mais rápido para chegar a uma determinada pessoa, entender onde ela se localiza na sua rede e buscar uma aproximação”. As páginas oficiais das universidades ainda incluem outras informações institucionais, bem como ex-alunos notáveis.
6. Ferramenta de busca de emprego
Clique na aba “Empregos” e digite um cargo, palavra-chave ou nome da empresa ligada às suas ambições profissionais. A busca trará resultados de vagas abertas na cidade escolhida. É possível refinar a sua pesquisa com filtros como nível de experiência e data da publicação da oportunidade.
Você pode salvar as suas buscas de emprego: ao fazer isso, o sistema enviará notificações a cada vez que uma nova vaga que se encaixe nas suas condições for anunciada. A dica da gerente do LinkedIn é evitar buscas muito abrangentes. Se você quer procurar mais de um tipo de oportunidade (como “analista de comunicação”, “analista de redes sociais” ou “gerente de marketing”, por exemplo), é melhor fazer e salvar múltiplas buscas específicas. “Se você salvar uma única pesquisa que englobe três cargos vai receber muito conteúdo irrelevante”, explica ela.
7. Ferramenta de avaliação de vendedores
Outro recurso pouco conhecido do LinkedIn é uma ferramenta que avalia se você seria um bom profissional de vendas. Com base em informações da sua conta e no seu comportamento na rede social, a página gera o seu “Social Selling Index” ou “Índice de Vendas Sociais”, que mede a eficácia do usuário em estabelecer sua marca profissional, localizar as pessoas certas, interagir de forma qualificada e cultivar relacionamentos de confiança.
A página ainda mostra a evolução do seu índice semanalmente e compara o seu resultado ao de outras pessoas do seu setor e da sua rede de contatos no LinkedIn. A ferramenta é específica para quem trabalha com vendas e ainda não há previsão para a criação de recursos similares para outras áreas de atuação.
por: Claudia Gasparini, de Exame.com

terça-feira, 20 de setembro de 2016

A conscientização sindical do empregado

Além da contribuição sindical obrigatória, outras poderiam ser fixadas, visando a sustentação do sistema confederativo

Por Caroline Marchi*
Sindicatos: a contribuição sindical obrigatória devida pelos empregados é retida anualmente | <i>Crédito: Pixabay
Sindicatos: a contribuição sindical obrigatória devida pelos empregados é retida anualmente | Crédito: Pixabay
São inúmeras as empresas que acabam sendo interpeladas pelos seus empregados a assumir a difícil tarefa de triangular a relação empregado-sindicato. Assim como nas obrigações de retenção de Imposto de Renda na folha e da contribuição previdenciária, ambos devidos pelos empregados, às empresas também restaram obrigações de intermediação de cunho sindical, tais como a retenção das contribuições sindicais.
 
A contribuição sindical obrigatória devida pelos empregados é retida anualmente, no mês de março, e corresponde a um dia de salário do empregado. Ocorre que, a Constituição Federal previu que, além da contribuição sindical obrigatória, outras poderiam ser fixadas, visando a sustentação do sistema confederativo.
 
Quanto à obrigatória, nada a fazer, sendo considerada como um desconto legal no salário do empregado. Mas, com relação às outras contribuições, que são previstas em Convenção Coletiva, muitos são os questionamentos dos empregados para as empresas quanto a legalidade e a possibilidade de se opor a elas.
 
Ainda que intuitivamente, o empregado tem razão. A possibilidade de livre atuação sindical foi garantida pela Constituição, mas possui limitadores, ante ao direito de livre associação também garantido constitucionalmente aos empregados. E, por essa razão, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) editou o Precedente Normativo 119 que prevê a proibição de desconto de contribuições sindicais adicionais no salário dos empregados não sindicalizados. Também, na mesma linha, o Supremo Tribunal Federal (STF) editou a Súmula 40 com caráter vinculante, ou seja, cujo entendimento deve ser obedecido por todos os juízes e tribunais.
 
Apesar desses entendimentos dos tribunais superiores, as contribuições adicionais continuaram ocorrendo e uma alternativa para os trabalhadores não sindicalizados foi a introdução de uma cláusula que prevê o direito a ele de se  opor às contribuições adicionais desde que apresente uma carta ao seu sindicato.  Entretanto, ao longo dos anos, cláusulas nesse sentido passaram a ser apenas um artifício para evitar ações do Ministério Público do Trabalho, que atuando em favor do precedente  do TST, passou a fiscalizar Convenções Coletivas que exigiam contribuição dos empregados não sindicalizados.
 
Tornou-se cada vez mais comum cláusulas que limitam o direito do empregado não sindicalizado de se opor aos descontos de contribuições adicionais como forma de desmotivar a apresentação de carta de oposição ao sindicato. Essas cláusulas costumam estabelecer, por exemplo, que os empregados somente podem protocolar a carta pessoalmente ou em determinados dias, sendo que sobre tais condições o sindicato não tem por hábito fazer ampla divulgação informativa.
 
A empresa, então, que apenas triangula desconto de contribuições, passa a assumir uma posição que envolve questões políticas de uma relação da qual não faz parte: empregado-sindicato. Se realizar os descontos, o empregado não sindicalizado pode reclamar judicialmente a sua devolução; e se não realizar o desconto, o sindicato dos empregados reclama o descumprimento da Convenção Coletiva.
 
A Justiça do Trabalho quase que unanimemente tem decidido a favor dos empregados, determinando às empresas que devolvam os descontos. Nesse caso, a empresa é a efetivamente prejudicada, já que os valores descontados não ficaram em sua posse, mas sim, do sindicato, diante do repasse. Já, quando são movidas ações de cumprimento pelo sindicato, é comum a divergência, havendo decisões tanto a favor do sindicato, determinado à empresa que faça o pagamento, quanto da empresa, atestando que a cobrança de não sindicalizados afronta o direito de associação do empregado.
 
Recentemente, em maio deste ano, uma decisão do Tribunal do Trabalho do Rio Grande do Sul aumentou a divergência ao editar a Súmula 86, com conteúdo oposto ao precedente do TST. Ou seja, o tribunal gaúcho definiu que a contribuição assistencial prevista em acordo, convenção coletiva ou sentença normativa é devida por todos os integrantes da categoria, sindicalizados ou não.
 
Referido precedente do Tribunal do Rio Grande do Sul possibilita a abertura de uma nova discussão no TST, podendo ocasionar a modificação do seu precedente. Isso porque, a existência de uma Súmula contrária ao entendimento que vinha sendo aplicado pela Justiça do Trabalho, gerará uma multiplicidade de recursos, podendo fazer com que o TST considere relevante analisar a matéria de forma unificada. 
 
O mesmo efeito se dará também no Supremo Tribunal Federal, em razão da contrariedade à Súmula vinculante 40. Isso poderia ser minimizado se os empregados tivessem maior relação com seus sindicatos, comparecendo às assembleias e votando por seus interesses. A ausência de consciência sindical dos empregados, empurra as empresas para uma posição de intermediar uma relação da qual não deveria fazer parte, não ao menos, na idealização constitucional.
 
É como diria um grande amigo meu: quem não vai na assembleia de condomínio, não pode reclamar depois que a mensalidade está alta. Isso mostra que a reforma sindical está longe, mas, ao mesmo tempo, que é tão necessária.
 
*Este artigo é de autoria de Caroline Marchi, sócia da área Trabalhista do Machado Meyer Advogados.